Impairment, Depreciação e Gestão Patrimonial
Publicado por: Equipe CPCON
A Depreciação e a Gestão

Seguindo o escopo e definição de depreciação, voltado ao âmbito de gestão patrimonial, esta que pode ser considerada de forma singela, como sendo a perda de valor de um bem. Vários fatores podem ser associados a depreciação de determinado ativo, podendo ser casualmente pelos desgastes de ação natural, pelo uso em processo produtivo. É interessante ressaltar a depreciação acelerada, que como exemplo, temos a utilização de determinado ativo em vários turnos em determinado empreendimento, sendo que a depreciação do mesmo é levado em conta em apenas 1 turno diário. Desta forma, é constatado uma depreciação acelerada devido ao uso contínuo, com horas de trabalho superiores ao que normalmente deveria ser utilizado.
É interessante ressaltar também os tipos de depreciação usualmente utilizados, como no modelo clássico, a depreciação linear, e também a depreciação por uso.
A depreciação linear é efetuada em consideração a vida útil (expresso pelo laudo de vida útil do ativo) de determinado ativo. Tendo a vida útil em anos, é calculada então o percentual de desgaste ou depreciação ao ano. Esta taxa, ou percentual, é classificada como taxa de depreciação ou de desvalorização, que é aplicada de maneira constante, depreciando linearmente o bem de modo anual.
A depreciação por uso, diferentemente do modelo clássico linear, é utilizado para cálculo de depreciação através da média de produção do equipamento perante sua vida útil. Desta forma, é calculado de forma não linear, proporcionalmente ao seu uso direto. Neste modelo é também contabilizado as horas de uso de determinado ativo, relativas aos turnos de produção.
O Impairment e o Teste de Recuperabilidade
Outro ponto relevante perante a desvalorização é o impairment, que sabidamente foi incorporado seu tratamento pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis. As aplicações do Teste de Impairment perante os processos e metodologias da Engenharia de Avaliações é totalmente relevante ao processo de Gestão Patrimonial, pois reflete com maior precisão o real valor dos ativos, e o estado do patrimônio líquido de determinado empreendimento. É imprescindível o seu papel, pois muitos empreendimentos que aparentemente estejam sendo lucrativos e bem vistos por seus acionistas, podem não estar refletindo o estado real, devido a perdas por impairment de seus ativos.
A perda de valor do ativo por impairment, deve ser tratado periodicamente pelos testes de impairment, para verificar se há contrastes no seu valor contábil e o reflexo do mesmo no valor de mercado. Tal prática é sabidamente empregada, e constitui papel significativo no processo de controle patrimonial, pois auxilia na obtenção de dados precisos de todos os ativos e o controle correto na Gestão Contábil.

Gestão Patrimonial e a Redução ao valor recuperável de ativos
Com as mudanças na leit 11638, e pelo o pronunciamento CPC 01, é ratificado a importância da execução de teste de impairment nas corporações, e o seu impacto na contabilidade. Com esta lei, houve uma adição referente ao tratamento das depreciações e amortizações, sendo que estas devem e precisam ser efetuadas com base na vida útil econômica dos ativos. Esta mudança é totalmente relevante, pois no Brasil, tal processo não era executado singelamente desta forma.

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